terça-feira, 8 de junho de 2010

Reflexão.

''Quem se ajoelha diante de Deus, obtem vitórias''. Bispo Rodovalho, em video conferência nessa segunda feira ao vivo de Brasília.

Acredite se quiser.
Algumas semanas atrás, o jornal Folha de S. Paulo trouxe uma reportagem mostrando que, nos últimos 20 anos, enquanto a arrecadação por meio de impostos cresceu oito vezes, enquanto aumentamos o valor do montante para pagamento das dívidas externa e interna em seis vezes, o Brasil diminuiu em duas vezes o valor do montante aplicado em investimento e infra-estrutura básica.
Por esses motivos, chegamos ao apagão em 2002 e estamos nos equilibrando apenas com ajuda de Deus e do racionamento de nosso povo. Não temos energia para sustentar nosso crescimento, nem estradas e estruturas portuárias para escoamento de nossas produções.
Enfim, o Brasil não tem os pré-requisitos necessários para crescer e sair da perspectiva de escuridão que entramos.
A revista Carta Capital, do mês de dezembro, trouxe uma reportagem com o falecido economista Celso Furtado, onde ele já denunciava este labirinto que o país entrou. Na entrevista ele afirmou que "a capacidade nacional de se autogovernar está diminuindo. Tudo que é estratégico está sendo controlado de fora. É como se estivéssemos assistindo ao suicídio do nosso país. Se essa situação continuar, o Brasil enfrentará uma crise de alto custo social. Para equilibrar suas contas, o Brasil terá necessidades permanentes de fazer concessões externas. Ora, um país que vive desta forma está entrando num túnel. Isso nos levará a situação, de exportar toda nossa produção, apenas para a dívida. Teremos um país, cujo crescimento da exportação será prioridade, mas a função desse crescimento será simplesmente para pagar a dívida e isso terá repercussões sociais, mais cedo ou mais tarde ".
O Brasil é hoje, um país que exporta apenas para pagar a dívida. Não temos praticamente nenhum investimento para gerar crescimento interno. O país tem dinheiro, porém, o povo não. Onde estamos indo? Qual o plano ou projeto econômico e social que o governo tem nos apresentado?
Neste ano de 2005, investiremos 71% de nosso PIB para o pagamento da dívida. É impossível viver com os restantes 29%. Ninguém vive apenas com 29% daquilo que ganha, nem indivíduos, nem famílias, nem países.
É o começo do caos. É preciso reagir, repensar, encontrar soluções novas. Isto passa por prioridades do governo e pela organização e participação social. Pense, ore a Deus e ajude nosso país como você puder, o Brasil precisa de todos agora, mais do que nunca.
Bispo. Robson Rodovalho — presidente do Fenasp e do Ministério Sara Nossa Terra , dep. federal.
www.saranossaterra.com.br.

Nenhum comentário: