segunda-feira, 10 de maio de 2010

Reflexão.

''No comum juntos. Nas diferenças compreenção''. J. Wesley.

A Justiça é cega e o poder é surdo
Certamente muitas pessoas conhecem o ditado que diz: "a justiça é cega". O que elas provavelmente não sabem, é que o poder é surdo e tem a capacidade de tornar assim quem dele se utiliza.
É impressionante como a surdez e a insensibilidade rondam a cadeira do poder, muitas vezes tornando-se um anestésico, gerando naqueles que o detém, um sentimento falso de que o mundo é sempre cor-de-rosa.
Esses elementos anestesiantes fazem com que os poderosos se esqueçam dos “gritos” de uma classe marginalizada, embora seja essa mesma classe permitiu que estas pessoas chegassem onde estão: na "cadeira da surdez".
É interessante analisar o comportamento dos homens públicos antes e depois das eleições. São celulares que se desligam, telefonemas que não retornam, promessas de campanha que dificilmente são cumpridas. Só existe uma explicação para tudo isso: o poder é surdo e não consegue ouvir o clamor e o grito dos que sofrem.
O som consegue despertar a emoção com mais facilidade do que a imagem. Quando se presencia uma cena de dor, ela se torna muito mais comovente quando vem acompanhada de trilha sonora. Por isso, as trilhas das novelas, filmes e reportagens são tão importantes para mexer com as emoções das pessoas. O problema é que a "dor da rua" não possui trilha sonora e nem alcança os gabinetes dos "palácios".
O Brasil é o país das desigualdades. O país no qual quem é grande, se protege, mas quem é excluído permanece excluído. Este é o Brasil e o que nos resta é lutar para mudá-lo ou, abandoná-lo.
O que nos inspira é o exemplo de Jesus, que em meio a um governo corrupto, decadente, imoral e autoritário, como era o governo de Roma, ensinou aos seus discípulos a desejarem o Reino de Deus e a buscar Sua vontade para essa Terra, assim como ela é feita no céu (Mateus 6:10). As palavras e o compromisso dos cristãos é que permitem que ainda tenhamos o que existe hoje.
Imaginem se todos aqueles que lutaram pela verdade tivessem cruzados os braços? Onde estaríamos hoje? É com essa esperança que levantamos nossas cabeças e olhamos para o amanhã, com a certeza de que nossa luta é o que nos levará adiante.
Por Bispo Rodovalho, dep. federal e bispo da Comunidade Sara Nossa Terra.
www.saranossaterra.com.br



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